Por que a cabeça do bebê parece disforme?

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Por que a cabeça do bebê parece disforme?

On junho 27, 2017, Posted by , With No Comments

Pode ser que alguns pais tragam pra você, profissional da Primeira Infância, essa questão, preocupados com a assimetria do crânio de seus filhos pequenos. Acalme-os e explique o que é esse fenômeno. Veja aqui algumas informações sobre o tema.

“Meu bebê tem um lado da cabeça diferente do outro. É algo grave”. Responda a esta pergunta objetivamente: não, na maioria dos casos. Inclusive, pai, mãe e cuidadores podem melhorar esse quadro, chamado de plagiocefalia posicional ou assimetria craniana, que atinge cerca de 12% dos recém-nascidos, segundo estudos realizados pela Escola de Medicina de Harvard.

Mas, o que leva a essa deformidade? Por incrível que pareça, por causa de vícios de postura do bebê.

O fenômeno é uma resposta ao crescimento acelerado do cérebro nessa fase da vida. Ou seja, ele precisa de espaço e, para isso, empurra os ossos do crânio para fora. No entanto, se nesse processo houver algum obstáculo que impeça esse crescimento, pode ocorrer a deformidade. Gestão de gêmeos, encaixe precoce da cabeça na pelve da mãe, pouco líquido amniótico na gravidez são alguns desses “obstáculos”.

No caso de a deformidade ser diagnosticada, o tratamento deve de ser feito entre os três e os catorze meses de vida, para reversão do quadro.

Mas, os pais precisam estar atentos, porque pode acontecer de o bebê desenvolver o chamado torcicolo congênito, causado por um desequilíbrio das forças dos músculos do pescoço, tratado com fisioterapia adequada. O sinal de que isso acontece é a criança ficar sempre na mesma posição.

Quando as assimetrias são maiores, os especialistas indicam o uso de uma espécie de capacete, por três ou quatro meses, feito sob medida, para impedir o apoio onde há achatamento, moldando o crescimento do crânio.

Para saber se o bebê apresenta plagiocefalia posicional, os pais tem de verificar o que os itens abaixo indicam, e que retiramos da matéria do site MdeMulher, inspiradora deste post:

1. Observe o bebê de cima para baixo – Dessa forma, será mais fácil identificar se há alguma alteração no crânio. Geralmente, a orelha e a testa do lado achatado são “empurradas” um pouco para a frente. O rosto também pode ser afetado e apresentar uma bochecha mais cheia que a outra. Em alguns casos, toda a região de trás da cabeça fica achatada, elevando um pouco o topo e alargando-a.

2. Varie as posições em que ele fica – Alterne, sempre que possível, a posição em que o bebê costuma ficar para dormir, mamar ou sentar. Um estudo da Academia Americana de Pediatria orienta que o pequeno deve ficar de bruços por cerca de 30 a 60 minutos por dia para ajudar a evitar ou regredir as deformações cranianas, mas só enquanto estiver acordado.

3. Faça exercícios nele – Aproveite a troca de fraldas e coloque uma de suas mãos na parte de cima do peito da criança e com a outra movimente a cabecinha dela – com muito cuidado – para que o queixo encoste no ombro. Esse movimento deve ser feito para a direita e para a esquerda, com permanência de dez segundos.

4. Defina o local do berço – Ele deve ficar em uma posição onde o pequeno se sinta forçado a olhar no sentido contrário ao do achatamento na cabeça, para ver as pessoas que estão no quarto ou móbiles, por exemplo.

5. Cuidado com o bebê-conforto – Seu uso excessivo, assim como o do carrinho, pode desencadear o problema.

FONTE: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

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